Governo de Sergipe e Ministério da Pesca realizam etapa estadual da 4ª Conferência Nacional para fortalecimento do setor

Governador destaca papel estratégico da pesca para economia e subsistência de 46 mil sergipanos 

Foi realizada nesta segunda-feira, 15, a 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (CNAP), na Biblioteca Pública Estadual Epiphânio Dória, em Aracaju. O evento, que teve como tema “Pesca e Aquicultura: de Política de Governo a Política de Estado”, contou com a presença do ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo. Organizada em Sergipe pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), em parceria com a Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura em Sergipe (SFPA/SE), a conferência é uma iniciativa do Governo Federal e reuniu um grande público, formado por pescadores, aquicultores, empresários, comunidade acadêmica e gestores públicos locais. O governador Fábio Mitidieri deu as boas-vindas aos participantes ao lado da secretária de Assistência Social, Érica Mitidieri, e do secretário da Agricultura, Zeca da Silva.

Conforme destacou o governador, a realização do encontro representa um importante espaço de diálogo e participação social para discutir o presente e o futuro do setor em Sergipe e no Brasil. “Temos, hoje, em torno de 46 mil sergipanos que vivem da pesca e da aquicultura. Esse segmento movimenta a economia do estado, gerando empregos e renda, e já se consolidou como pilar estratégico de subsistência, inclusão social e segurança alimentar”, disse Fábio Mitidieri, observando que continuará trabalhando na implementação de políticas públicas que auxiliem essa cadeia produtiva.

O ministro Édipo Araújo ressaltou que a retomada da conferência após 17 anos é um avanço significativo para o fortalecimento da participação social no setor. “A CNAP representa um espaço de escuta e diálogo com diversos atores do segmento e a oportunidade de construir propostas em conjunto, trazendo a voz do homem e da mulher das águas para as políticas públicas — não de governo, mas de Estado, que é justamente o tema do nosso encontro”, pontuou. Segundo ele, o objetivo é ampliar o debate de forma coletiva e garantir a continuidade das ações que vão impulsionar a pesca artesanal e a aquicultura sergipana nos próximos anos. “Trouxemos oito eixos temáticos para discussão e vamos eleger os delegados que irão defender a pesca sergipana em novembro, na etapa nacional, em Brasília”, ressaltou, citando como prioridades a sustentabilidade, a justiça climática, a governança, o ordenamento, além da assistência técnica e extensão rural.

Para o secretário de Estado da Agricultura, Zeca da Silva, o evento é de grande relevância, visto o enorme potencial econômico observado em toda a costa sergipana. “Inclusive, o Governo do Estado tem um projeto para lançar no segundo semestre para estender [as ações] até o sertão, com a dessalinização de poços artesianos nessa cadeia produtiva tão importante para o fortalecimento da agricultura familiar”, adiantou. Ele destacou que 70% do setor é formado pela aquicultura e pesca artesanal, representada em sua maioria (62%) por mulheres. “É uma atividade que emprega muita gente. O setor movimenta economicamente R$ 200 milhões para o produtor e, em toda a cadeia, chega a R$ 1 bilhão, impulsionado principalmente pelo consumo de camarão nos restaurantes e no setor hoteleiro local”, afirmou.

Participação popular

Maria Edelma da Conceição, da Colônia Miranda, em São Cristóvão, disse estar muito satisfeita em participar da conferência e confiante nos benefícios que o evento trará para o estado. “Antes, nós não tínhamos voz e sofríamos muito preconceito por sermos marisqueiras. A gente não tinha lugar em canto nenhum, não víamos respeito com nossa profissão e já chegamos a ser chamadas de fedorentas por causa do nosso trabalho nos mangues. Hoje, graças a Deus, estamos vivendo outra realidade e somos mais valorizadas”, enfatizou a marisqueira, que desde os 15 anos trabalha no ofício com o qual sustenta sua família.

O presidente da Federação de Pescadores do Estado de Sergipe (Fepese), Marcos Menezes, também destacou a importância do espaço para apresentar as demandas do setor. “Estamos aqui para trazer os problemas dos pescadores sergipanos para que eles sejam ouvidos. Tenho certeza de que esse evento nos traz muitas esperanças, de que nossas reivindicações serão atendidas, para o bem do crescimento da pesca e da aquicultura em Sergipe”, pontuou.

Governo

Última atualização: 16 de junho de 2026 10:25

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