Início das obras da Adutora do Leite recebe visita técnica dos gestores


Dividida em quatro trechos, rede de pontos de abastecimento passará a operar de forma gradual, a partir de cada etapa concluída assegurando uma nova infraestrutura de segurança hídrica para o Alto Sertão.

Nesta terça-feira, 15 de setembro, a primeira das quatro etapas da Adutora do Leite Frei Enoque, no Alto Sertão Sergipano, recebeu a visita dos gestores da Secretaria de Estado da Agricultura, da Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse) e da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic). Nesta primeira fase, serão 17 km de tubulações, que irão fazer chegar a água do Rio São Francisco, a partir de Canindé de São Francisco, até o município de Poço Redondo.


No total, a obra terá 123 km de extensão, concluindo seu trajeto em Nossa Senhora da Glória. A previsão é atender 23 mil famílias do campo com água destinada à atividade agropecuária. Mas ao ser concluída, a Adutora do Leite também vai complementar a oferta de água ao abastecimento humano em 11 municípios, onde a previsão é a de atender 43 mil famílias até 2049.


A Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri); da empresa vinculada, Companhia de Desenvolvimento Regional de Sergipe (Coderse); executa as obras da Adutora do do Leite a partir dos R$ 618,2 milhões em recursos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e contrapartida estadual. A obra atende diretamente a região do estado que é líder na produção leiteira, mas onde os pecuaristas hoje têm dificuldade de acesso à água para manter os criatórios, que somam um rebanho bovino de aproximadamente 180 mil animais.


O secretário de Estado da Agricultura, Zeca Ramos da Silva, ressaltou que está é a maior obra estruturante para o sertão sergipano depois de 40 anos. “Estivemos no Assentamento Canadá, em Canindé do São Francisco, acompanhando de perto a execução dos primeiros 17 quilômetros de obra da Adutora Frei Enoque. Uma obra estratégica para o alto sertão sergipano, muito significativa porque é a maior obra estruturante com investimento público depois de cerca de 40 anos. Uma verdadeira redenção para a produção pecuária na região”, pontua o secretário.



As obras foram iniciadas no assentamento Canadá. Esta localidade, em Canindé, que vai receber o primeiro dos 20 pontos de abastecimento de água bruta e é por onde está iniciando a obra, com os primeiros metros de tubulação sendo assentados. Para o produtor local, Julio Cesar de Souza, cria cerca de 80 cabeças de ovinos e destaca a importância da obra para garantir melhores condições de produção. O local será o primeiro dos 20 pontos de abastecimento de água bruta previstos no projeto. “Vai mudar muita coisa, principalmente no nosso custo para comprar água. Hoje a gente paga muito caro para vir água da rua, de Canindé”, relata o produtor. Com a redução da distância para buscar água para os animais, ele estima uma economia de aproximadamente 50% nos custos atuais.


O diretor-presidente da Coderse, Paulo Sobral, companhia responsável pela execução da obra, explica que a adutora vai diminuir a distância de acesso à água do Rio São Francisco, durante todo ano, sem a dependência das chuvas. “A perspectiva é de beneficiar não somente os municípios por onde acontece a obra, de Canindé até Nossa Senhora da Glória. Mas sim, toda região circunvizinha, porque vai encurtar as distâncias. Haverá um ponto de abastecimento, em média, a cada 5 km do trajeto da adutora”, destacou Paulo Sobral.


Ainda de acordo com diretoria da Cpderse, além da tubulação, a obra contempla o projeto de adequação da Estação Elevatória de Água Bruta (EEAB-100), no Perímetro Irrigado Califórnia, em Canindé; a construção de outras quatro novas EEABs; 21 reservatórios e os 20 pontos de distribuição, situados em Canindé, Poço Redondo, Monte Alegre de Sergipe e Glória. “A partir desta rede de distribuição de água bruta, os produtores do alto sertão, terão um local de abastecimento de água bem mais próximo dos que atualmente os atende, através dos carros-pipa, que hoje vão buscar a água próximo do Rio São Francisco”.



Outra informação importante é que, havendo esta divisão da obra em quatro etapas, o projeto prevê que cada um desses trechos passe a operar o abastecimento de água ao serem concluídos. Acelerando o acesso e tornando essa água, gradativamente, mais próxima de quem hoje precisa pagar pelo deslocamento até suas propriedades”, complementou Lucas Azevedo. Na Coderse, é o seu que setor colabora, acompanha e fiscaliza a atuação do Consórcio Heca-Camel – Obras Hídricas, licitado para a execução da Adutora do Leite.


Abastecimento humano


Ao chegar em Glória — ponto final da obra, prevista para ocorrer em 1.080 dias — a Adutora do Leite vai também passar a oferecer uma reserva técnica necessária à cobertura do déficit para abastecimento humano, estimado em 100 l/s. Esse volume atende à demanda do crescimento populacional, previsto até 2049, no próprio município e em Carira, Frei Paulo, Moita Bonita, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora das Dores, Pedra Mole, Pinhão, Ribeirópolis, São Miguel do Aleixo e Simão Dias. Reforçando a oferta hídrica aos sistemas integrados das adutoras do Alto Sertão e Semiárido.

Governo

Última atualização: 23 de setembro de 2026 11:22

Acessar o conteúdo